Entenda o que é esse problema, que atinge de 20% a 30% das mulheres. E saiba como a acupuntura e os exercícios podem ajudar mulheres que têm essa síndrome
A maioria das mulheres já ouviu falar de ovários
policísticos e ficou na dúvida sobre o que era, se causava
problemas para engravidar. Essa é uma alteração
hormonal que acomete de 20% a 30% das mulheres e pode ser detectada
ainda na adolescência - o que não impede de ser identificada também
na vida adulta. “Muitas mulheres
descobrem que têm o problema quando tentam engravidar e não
conseguem”, diz a ginecologista Luciana Taliberti, do
Hospital São Luiz.
A dificuldade para
engravidar, aliás, é a maior
queixa de quem sofre da síndrome. Mas, ao mesmo tempo em que muitas
não conseguem, outras acabam engravidando sem querer.
“Como têm um ciclo desregulado, elas não se protegem
adequadamente”, diz.
Para quem não tentou engravidar, a desconfiança surge geralmente
por sintomas como acne, alteração do ciclo menstrual e do peso.
Mas, para ter o diagnóstico exato, não basta se basear nesses
indícios. É preciso fazer um ultrassom, para verificar se há algum
cisto, e um exame de sangue para observar possíveis alterações
hormonais. “A síndrome surge porque a mulher produz mais
hormônio masculino (testosterona) do que o normal”, explica
Luciana. O melhor tratamento? A
pílula anticoncepcional. Esta protege o
óvulo, já que impede a ovulação
regular todo mês.
Para quem não pode usar contraceptivo por algum motivo,
Luciana diz que há outros tratamentos possíveis. A mulher pode
tomar medicamentos indutores de ovulação (por via oral ou
injetável) ou um outro tipo de remédio, geralmente indicado para
tratar diabetes. O melhor é consultar um especialista, que vai
sugerir o melhor tratamento. Conseguiu engravidar? Então, nesse
caso, vale continuar o acompanhamento de perto com um médico.
“Quem sofre da síndrome pode apresentar deficiência de
progesterona (hormônio feminino) no início da
gravidez - o que pode ser suprido com um tratamento
adequado”, diz a ginecologista.
Menos riscos
Mulheres com a síndrome dos ovários policísticos
são mais susceptíveis de ter doenças cardiovasculares, diabetes e
obesidade. Um estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na
Suécia, sugere que exercícios e tratamento com eletroacupuntura
podem reduzir esses riscos.
Para a pesquisa, 20 mulheres foram divididas em três grupos: baixa
freqüência de eletroacupuntura, exercícios e as de controle. O
resultado mostrou que aquelas que praticaram atividades aeróbicas
reduziam o peso e o índice de massa corporal. Já as que fizeram
acupuntura apresentaram menos irregularidades menstruais e
reduziram o nível de testosterona e atividades do nervo
simpático.
Segundo os pesquisadores, esse é o primeiro estudo a mostrar que os
dois procedimentos podem ser possíveis alternativas não
farmacológicas para reduzir riscos cardiovasculares em pacientes
com ovários policísticos.



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